I had a dream !

 

(* Eu tive um sonho)

  Sempre conto essa historia. Aliás, alguns conhecidos meus já  estão cansados escuta-la…

Duas datas continuarão a marcar a  história de Berlim, simbolo da guerra fria que sacudiu a Europa após a  segunda guerra mundial, guerra fria que começou com o bloqueio da  cidade em 1948 e acabou algumas décadas mais tarde quando foi  destruído o “muro da vergonha” que separava Berlim ocidental de Berlim  oriental.

Este muro tinha sido erguido não só para materializar uma fronteira  efetiva na própria cidade, mas acima de tudo para materializar uma  separação definitiva e irreversível entre dois blocos, duas concepções  políticas opostas, para prevenir também a provável fuga de elementos  de um lado para um outro (geralmente do lado oriental para o lado  ocidental).

Ora, sempre ficou bem claro na mente de quem decidiu construir essa  linha de demarcação, que essa separação só podia ser absoluta, total e  definitiva. E que nunca, mas nunca, o povo de Berlim poderia sonhar na sua reunificação, porque a historia é assim, porque a história é feita  de episódios de lágrimas e sangue, porque a história é sempre feita de fatos mais  fortes que os homens.

No entanto, no mês de novembro de 1989, o muro foi destruído. Ainda  lembro essas imagens televisionadas do povo de Berlim dançando em  cima de blocos gigantes de concreto derrubados pelos tratores,  participando da obra com ridículos martelos na mão, quebrando pedaços  de vergonhas e logo abraçando outros semelhantes surgindo do outro  lado da muralha.

Mas esse muro foi derrubado só nesse dia?

Com certeza não. Esse muro foi destruído no decorrer do tempo, porque  alguns visionários sonharam nisso, porque sempre souberam que só podia  existir uma única Alemanha, que talvez isso iria demorar, que o  caminho seria cheio de dificuldades e de forças contrarias para isso  nunca acontecer. Mas aconteceu. O impossível aconteceu. O impensável  ocorreu. E a Alemanha representa hoje, com suas dificuldade e seus  desafios, a primeira potência econômica da Europa.

Isso aconteceu também porque é a lei da natureza: Quem é forte  sobrevive; Quem é fraco desaparece.

Ora, a melhor maneira de ficar mais potente é se juntar com seu amigo  ou irmão de sangue, e talvez com o seu inimigo de ontem!

Isso é historia. Não inventei nada.

Continuo sorrindo quando afirmo que a situação de nosso karatê é  absolutamente parecida à historia do povo de Berlim. Eu sei que talvez  nunca irei presenciar a queda do muro que separa nossas entidades de  karatê. Mas sei, e contra isso não existe nada que abale a minha fé, sei que isso irá acontecer independente das ações dos dirigentes das  diferentes atuais entidades. Queiram ou não, isso é o futuro. Queiram ou não, isso ira acontecer.

As vezes os sonhos tem êxito!  Tal como esse tal de Martin Luther King   que um dia tive um sonho…

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