Bubishi?

 

 

O Bubishi é o livro mítico das artes marciais. Acima de tudo, é um livro que restabelece um elo perdido entre o karatê e o kung fu. Esse livro é a pedra angular do karatê-do!

Nas suas pesquisas, os historiadores das artes marciais estabeleceram na China meridional a origem do que se tornaria mais tarde o karatê, mais exatamente na província do Fujian. Apareceu lá o Bai He Quan ( boxe da Garça Branca), escola de Kung-fu que inspirou-se dos movimentos e comportamentos desse pássaro, técnicas que ainda se destacam no karatê de hoje.

O Bubishi não faz revelações surpreendentes nem apresenta receitas de milagres sobre a arte da luta. Porém, mesmo parecendo incompleto e mostrando desenhos ingênuos, bem longe de constituir uma antologia da técnica da “mão vazia”, o Bubishi representa uma referência, uma ligação indispensável para a compreensão de uma lenta evolução entre duas culturas bastantes opostas, tal como representa a síntese de tudo o que era disponível na época sobre o assunto.

Chikara-no-kyojaku
A maneira de utilizar a força
Em 1947, Masatoshi Nakayama, torna-se Instrutor Chefe do departamento de Karatê da Universidade de Takushoku, passando mais tarde a ser o diretor de toda a parte de educação física da Universidade. Ele funda a JKA, e toma a seu cargo a elaboração dos programas técnicos da associação. Mais tarde, assume o cargo de Instrutor Chefe da Japan Karate Association.

Nakayama Sensei destacou dez elementos fundamentais na boa interpretação de um kata. O quarto diz respeito a maneira de utilizar e graduar a força na execução do movimento ou da seqüência de movimentos, quando nunca deve se esquecer de aplicar corretamente as alternâncias de alta e baixa intensidade de força, a expensão e a contração corporal, as técnicas lentas e rápidas.

Esse blog “Novo Bubishi” não tem a pretensão de revelar qualquer fato escandaloso ou falsamente revolucionário. Mas ele tem sim o intuito de responder a uma breve campanha de comunicação que sacudiu o mundo das artes marcais no inicio do mês de Março de 2009, quando tal movimento espontâneo teve a pretensão de restabelecer “verdades” sobre fatos e incoerências no mundo das artes marciais em geral e do karatê pernambucano em particular.

Não pertence ao autor desse blog o direto de pronunciar-se sobre a legitimidade dos argumentos então evocados.

Surgiu no entanto a idéia de escrever e publicar comentários ao receber varias ligações telefônicas anônimas acusando-o de ter participado dessa campanha (e mesmo de ser responsável por ela) e prometendo retalhações caso continuar.

Deve ser óbvio na mente de todos que esses procedimentos e intimidações, além de ilustrar a fraqueza dos seus instigadores, são o retrato de um tempo remoto. Muito mais, e até porque o autor desse blog é também praticante de artes marciais, não intimidam as pessoas de honra e de convicções, sobretudo quando estão profundamente convencidas em trabalhar e agir em prol do bem e da verdade.

Enquanto queriam calar quem ainda não tinha declarado nada, acharam alguém para levantar e dizer o que pensa. Vamos portanto falar e pensar…

Xaba