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A proibição do hijab – vestimenta que cobre todo o corpo, deixando apenas o rosto à

mostra – em torneios esportivos deu origem a um dos capítulos mais controversos dos Jogos Olímpicos de Londres. Sob pressão do Comitê Olímpico Internacional (COI), a delegação saudita só permitiu a entrada da judoca Wodjan Shaherkani no tatame depois que a Federação Internacional de Judô (FIJ) autorizou a lutadora de 16 anos a utilizar um véu modificado para competir. A polêmica, que se repete em outras modalidades, acaba de ganhar uma solução definitiva no caratê.

Após dois anos de discussões, a Federação Internacional de Karatê (WKF) decidiu permitir o uso do hijab por mulheres muçulmanas em torneios profissionais. A nova regra entrou em vigor no dia 1º de janeiro e se refere a um modelo específico da vestimenta, adaptado para competições esportivas. O véu cobre a cabeça e a parte de trás do pescoço, deixando apenas o rosto da carateca à mostra. O acessório deve ser na cor preta e precisa exibir o logotipo da WKF na frente. Segundo a federação, a peça não representa riscos à segurança das atletas.

– Com essa decisão, expressamos nossa vontade de estender o acesso ao esporte para todas as pessoas, independente de questões relacionadas a religião, política ou cultura. Com o respaldo dos milhões de atletas que representamos em todo o mundo, estamos dando um passo histórico rumo à inclusão das mulheres no esporte e, a partir de agora, conseguimos destacar ainda mais o poder de integração do Karatê na sociedade atual – disse o espanhol Antonio Espinos, presidente da WKF

Fonte: Globoesporte.com

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