Yiuru Kidabam(centro)

Yiuru Kidabam(centro)

Chegaram noticias e explicações do Iuri Kidabam, que foi apontado com o único protagonista e responsável do golpe que foi dado ao Rafael Aghayev, durante sua chegada num seminário tecnico organizado por ele, e patrocinado nos cartaizes de divulgação do evento pela Federação de Karatê do Rio de Janeiro (FKERJ), entidade afiliada a Condederação Brasileira de Karatê (CBK) (ver nossa materia O Golpe perfeito).

Publicamos in extenso os justificativos que foram apresentados por ele numa rede social, considerações que vem confirmar algumas reflexões previas da nossa redação, e reiterar nossa posição sobre o tratamento dado ao atletas e praticantes de karatê dentro das atuais entidades representatives.

Citamos o Iuri Kidabam que publicou na sua pagina Facebook:

Primeiramente venho respeitosamente dizer a todos que estou muito triste e envergonhado com o acontecido, peço então desculpas a todos publicamente no que diz respeito a minha parte nisso.
Posso dizer sem nenhuma dúvida e dor na minha consciência que em momento algum tive a intenção de causar tal constrangimento ou me ausentar do problema. Por outro lado devo dizer algumas palavras a comunidade do karatê antes de relatar os fatos reais que envolvem todo o acontecimento.

Sinto-me envergonhado por 2 motivos;
Primeiro por não ter sido capaz de resolver as pendências financeiras referentes ao evento a tempo e ter falhado na organização do mesmo.
Segundo por ver 30 anos de trabalho e dedicação ao karatê ser jogado na lama em minutos por pessoas que não me conhecem e não sabem de minha luta em favor do crescimento de nosso esporte, da minha luta em tirar jovens da rua e apresentar-lhes o caminho do karatê como meio de vida, da minha luta em tentar proporcionar a oportunidade de nossos atletas estarem diante de seus maiores ídolos do esporte…Por ver que mesmo realizando eventos como o do mêsde janeiro com nosso maior representante do UFC Lyoto Machida e outros nomes e obter sucesso absoluto, bastou um deslize para ser julgado e condenado publicamente por aqueles que estiveram comigo e me dando abraços naquele momento, mas que na verdade aguardavam ansiosamente um erro para me crucificar, me senti envergonhado em ver a falta de união e perceber que todo o esforço foi em vão, sem mesmo receber uma ligação destes antes do julgamento para saberem o que deu errado.

Não tiro em hipótese alguma minha culpa, assumo total responsabilidade, porém preciso e tenho o direito de revelar as informações corretas e fatos que me levaram ao fracasso no cumprimento de meu compromisso.

Fatos:
Bem partindo do início, comecei este contato logo após o evento com o Lyoto, e dai fomos trocando e-mails para reservarmos a data. Algum tempo depois soube que não trataria mais com a mesma pessoa pois esta não respondia mais por Rafael Aghayev, comecei então a tratar com Narmim secretária da Federação do Azerbaidjão que me informou no mês de novembro só ter liberadas as datas de 15 e 16 de dezembro, onde na época achei muito próxima e solicitei mudar para 19 e 20 de janeiro, onde teria mais tempo para me organizar como fiz no evento anterior, porém sem sucesso pois mantiveram que só poderia ocorrer nesta data.

Tomado pelo desejo e o ego de realizar mais um grande seminário (grande erro), acabei aceitando, pois acreditava que seria muito tranquilo conseguir apoio das empresas e das entidades (CBK e Fkerj), por se tratar do maior campeão de todos os tempos e de ter obtido sucesso no evento anterior. Comecei a buscar o s patrocínios e conforme o tempo passava não acontecia, ficava somente a promessa de estudar o assunto, vamos ver, vamos tentar, acho que poderemos ajudar e assim foi até uma semana antes do evento quando recebi um NÃO atrás do outro devido a época de festas e pagamentos de décimos terceiros e a eleições recentes, neste momento já havia comprado no dia 27 de novembro as passagens que vieram através de um amigo que também acreditava no sucesso do evento e me emprestou o dinheiro sem me cobrar nada, visto isso com a saída dos patrocínios atentei ao número de pessoas que diziam que estariam presentes e fizemos um balanço para termos ideia de público o que resultou na ideia de que teríamos o suficiente para mantermos o evento e cobrirmos as despesas (outro grande erro), sendo assim procurei a Fkerj para pedir que fosse divulgado e apoiado pela mesma e recebi a notícia de que não teria de ter o aval do CBK, que logo após vetou qualquer vínculo alegando que o evento teria que partir  da entidade e que não ajudaria pois não lhe fora pedido o consentimento para realiza-lo, logicamente com o veto da CBK o presidente da FKERJ se viu obrigado a não apoiar o evento e não divulga-lo. Sendo assim fiquei limitado a divulgação por e-mails e convites diretos e redes sociais, e como resultado tivemos 75 atletas presentes no evento(não 200 como foi divulgado), sendo cerca de 23 no dia 15 e o restante no dia 16 totalizando 75 atletas. Tivemos um receita de 9000 reais e gastos em torno de 25000 reais, ao término tinha passagens de ida e volta pagas, todos os gastos com mídia pagos, alimentação pagos, transporte pagos, porém não tinha o suficiente para cobrir o cachê.
Neste momento dentro do hotel informei aos contratados que tínhamos em torno de 1200 Euros em mãos e solicitei que por favor me informassem dados bancários para que eu pudesse resolver o mais rápido possível (se possível na segunda feira), fato que como esperado não foi bem recebido pelos contratados, após isso começou uma situação muito lastimável de pressão para que os valores fossem pagos naquele momento e isto culminou no fato de ficar até as 2 horas da manhã sem poder sair do hotele vivendo um momento lastimável perante minha esposa e filho de apenas 4 anos de idade, vendo até mesmo a hipótese de terminar e agressão por parte dele,.

Diante disso e depois de muita negociação consegui ir embora para tentar resolver a questão do pagamento do cachê visto que dai em diante teria que arcar com despesas de 805 reais por dia de hotel e não tinha o direito de me aproximar deles pois Aghayev já não queria mais falar comigo. Dai o fato de não voltar ao hotel (precisava de tempo para correr atrás do dinheiro do cachê e evitar um confronto físico e desnecessário). Hoje tenho um empréstimo bancário em análise e aguardando alguns documentos por parte da marinha, e coloquei meu carro a venda no objetivo de pagar minha obrigação.
Não fugi,não me escondi e nem tão pouco me neguei a paga-lo, não deixei de comprar as passagens de ida e volta com foi dito, nem deixei de pagar as diárias de hotel, até onde tive condições de manter, a opção de permanecer no Brasil foi única e exclusivamente dos contratados e não minha e se deixei de comparecer ao hotel foi por questão de ética e bom senso em evitar algo mais lastimável e vergonhoso ao Karatê.
Peço mais uma vez mil desculpas a todos e reafirmo meu compromisso de o mais rápido possível honrar meu compromisso. deixo a todos o pedido de refletir em suas acusações e a informação de uma vida inteira dedicada ao karatê, a tirar jovens das ruas, e promover nossa nobre arte, vivo e faço provisões a minha família pelo meu trabalho no karatê e diante das acusações e pedradas recebidas penso no futuro de minha família. Agradeço aos amigos que me confortaram e aos que me ouviram antes de me julgarem!
EM BREVE ESTAREI POSTANDO NOTAS DE HOTEL, RELAÇÃO DE PARTICIPANTES, FOTOS E TUDO QUE PODER PARA PROVAR QUE NÃO TIVE AS ATITUDES PUBLICADAS!!

Essas declarações confirmam as declarações do Presidente da CBK que o evento não era autorizado nem por ela nem pela FKERJ. Exoneram a responsabilidade do organizador? Obviamente não a pesar apontar sobre a situação na qual se encontram todas as pessoas querendo fazer alcontecer algo sem o apoio de entidades e orgões representative pelos quais circula muito dinheiro e portanto oportunidade de patrocinio.

Mas queremos também ressaltar outra coisa que mais uma vez virou obvia: A CBK e a FKREJ sabiam do evento. Mas já que não apoiaram, o tal evento virou CLANDESTINO e NÂO OFICIAL? De que direito as coisas podem e sempre devem ser assim desqualificadas e desmoralizadas por parte de pessaos que supostamente personalizam o rigor e integridade moral veículada pela modalidade?

Os comentários de outro atleta da CBK, ainda no Facebook, são significative de como todos nois, praticantes estamos hoje nos sintindo. E aponta, mais uma vez que os dirigentes de muitas entidades do Caratê brasileiro atual não merecem nossa confiança e muito menos nossa consideração :

NÃO INTERESSA se foi pessoa física que realizou….o atleta lesado é atleta da WKF, logo, o MÍNIMO que se esperava era que a CBK fizesse algo, nem que por bom relacionamento político…mas como estamos próximos de eleição e o atual presidente SABE que vai sair, ele simplesmente IGNOROU o que um KARATECA estava passando.
Eu, sinceramente, não esperava atitude diferente dele. Da mesma forma como outros presidentes, de outras entidades,postaram um monte de coisas, mas FAZER ALGO PARA AJUDAR que é bom, NADA. Só ficam marretando.
Isso só prova que ou nós karatecas, nos unimos de uma vez, ou seremos para sempre apenas números para os dirigentes. Prova disso, é que as doações em grande parte, vieram dos atletas.
Em tempo: Houve doação SIM de dirigente oriundo da CBK, porém, ele pediu para que não fosse dito seu  nome, afinal, poderia ser PUNIDO (acreditem) pela CBK. O fator humano é sempre deixado de lado....”

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