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imagesCAY1BTB5De entrada esclareço que detesto o futebol profissional, e a coisa nojenta que virou. Assim deixando claro que minhas recriminações não dizem apenas respeito ao panorama local,  mas sim se direcionam ao mundo da bola redonda em geral. Todo me repugna nesse universo profissional futebolístico: do mau exemplo dado as crianças até as falsas virtudes guerreiras e moral supostamente veiculadas pela modalidade.

A volta do Corinthians do Japão, onde venceu a Copa do Mundo dos clubes FIFA ilustra a perfeita imbecilidade na qual mergulha com  regularidade o país quando se trata de bola redonda. Além de afundar mais as contas públicas, investindo em campos de futebol de grandes cidades, próximas sedes de jogos na Copa das Confederações ou da Copa do Mundo de futebol de 2014, esquece o pais que  precisa de investimentos pesados na saúde, nas redes de ensino, que são ainda  mais urgentes novas infra estruturas de saneamento e de transporte,  que precisa   moralizar  suas  assembléias representativas , seus dirigentes nos mais altos níveis, que deveria favorecer emergência de verdadeira consciência política. Mas o  Brasil prefira viver  em apneia intelectual, ignorando a vergonha,   fazendo da volta de um clube de futebol a mãe pátria, um evento de primeira ordem, um tsunami cultural, o fato mais importante do mundo. O dito fato passando em programas ininterruptos nas redes de mídias nacionais, comemorando e aplaudindo na presência de milhares de fieis torcedores tendo abertamente “queimado” o trabalho,berrando, bêbados, e badernando nas ruas na passagem  de um troféu de metal dourado com ouro de poucos quilates moral.

Pois o futebol hoje praticado no mais alto nível não tem moral nenhum.  Deixa abertura para torcedores marginais tumultuar e quebrar o patrimônio comum, para ameaçar a integridade física de jogadores e familiares. Tudo sobre a conta da paixão. Deixa abertura para jogadores  trapacear, sem medo nenhum, descaradamente,  tornando-se  modelos de desrespeito e de covardia que serão reproduzidos ao infinito nas quadras de escolas e nos campos de “peladas” dominicais. Deixa abertura para circular dinheiro sujo, muito dinheiro corrupto,  promovendo referencias  morais destorcidas de padrão social e sucesso de vida cuja gloria alias  aparece com regularidade nas rubricas policiais.

 Nem é a regra, nem é o jogo e muito menos a paixão na qual pode chegar que devem ser questionadas. È o ópio que virou o futebol no Brasil, para manter as multidões num permanente estado de patética pobreza social e cultural, quando os verdadeiros assuntos para serem tratados são, eles, deliberadamente ocultados.

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