Assunto inabitual no Bubishi. Porem, do empate na decisão do Tribunal Superior de Justiça dessa noite que não chegou a determinar se a Lei da “Ficha limpa” é ou não aplicável desde já, surge matéria a reflexão. E a pesar o editor desse site não ter a nacionalidade Brasileira e, portanto, o direto de voto no território nacional, algumas evidencias merecem ser esclarecidas frente ao absurdo da situação.

 Pois o fato de precisar de (outra) lei para impedir o acesso à responsabilidade política às pessoas sendo ou tendo sido objeto de ações e condenação judicial constitui em se um primeiro absurdo. Já prevê a lei requisitos escandalosamente inaplicados e, conforme a sua tradição inflacionista na criação de novos textos, o Brasil precisa de mais uma lei de façada que não será ou apenas parcialmente seguida ou aplicada. Não consigo entender se trata se de uma piada ou de uma simples vergonha…  

 Avaliar se uma lei tendo recentemente feito o difícil consenso do Poder Legislativo brasileiro deve sim ou não ser desde já aplicada constitui um segundo absurdo, pois revela mais uma vez o habitual arrumadinho constituindo certa conhecida tendência no Brasil onde se contornam leis e disposições regulamentar com a conivência de advogados  vivendo dos vazios do sistema jurídico, alias vazios deliberamente mantindo por um legislator mal formado e preparado ( Não tenho nada contra um Netinho ou contra um Pastor Fulano de tal se apresentendo aos cargos de deputados estaduais ou federais! Mas acham sinceramente que tem eles o conhecimento tecnicos e a maturidade intelectual para criar leis sólidas e inatacáveis?)

Deplorar uma instancia superior ir ao encontro de uma obvia vontade popular justifica um terceiro absurdo. Pois a final quem quer ver eleito um político corrupto? Temperando, no entanto essa terceira avaliação, pois esse tipo de mecanismo permite  a democracia se precavercontra a impulsividade e a inconstencia do clamor popular.

Mas que seja clara nossa salvação! Desde já não existe mais ficha limpa nem ficha suja, mas sim voto limpo e voto sujo. Pois o que o Superior Tribunal de Justiça não consegue (ou não quis) fazer, o eleitor Pode e Deve fazer, ou seja, eliminar do panorama político e dos cargos eletivos do país personalidades duvidosas e convencidos de corrupções ou assalto ao patrimônio publico.

Quem deve decidir disso é Você, leitor! E parar de se iludir com as promessas e as aparências de certos políticos (ou presidentes de federações… até das mais oficiais!). Isso se chama consciência política, responsabilidade, esclarecimento, kime intelectual, zanshin !

Vai encarar? Vai escolher seu voto limpo… ou preferir manter seu possivél voto sujo pois ainda acreditando no canto maravilhoso de certas sereias?  

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