Na história e na mitologia, são muitos os relatos de heroísmo. Houve cavaleiros na Idade Média, samurais no Oriente, os Espartanos na Grécia, os Sioux na América do Norte, Maori na Oceania, dentre muitos outros povos e grupos de guerreiros. Na mitologia também são sempre cativantes os relatos sobre Hércules, Teseu, Arjuna, Gilgamesh, dentre outros tantos.

Tais relatos míticos se concretizam em atos de bravura e heroísmo presentes em tantos momentos e em tantos povos, e isso acontece porque o Homem carrega dentro si a chama do herói. Cada ser humano que habita e que já habitou a Terra, por mais vil que possa ser, se emociona e é tocado em alguma medida quando ouve as estórias de heróis, quando percebe que existiram homens que acreditaram e que viveram pelos propósitos cavalheirescos.

Essa chama de heroísmo não desapareceu, mesmo nos dias de hoje, mesmo num mundo tão preocupado com valores supérfluos e materialistas, há pessoas que procuram viver a idéia do heroísmo.

E é em meio a um mundo aparentemente tão desprovido de honra e coragem, que o herói  é mais necessário, que ele é retirado dos relatos míticos e históricos, para se plasmar novamente na Terra e cumprir sua missão histórica e social.

Os Heróis não vivem somente para si mesmos, mas para a verdade e a justiça. São apaixonados pela justiça e por ela vivem e, se preciso, morrem. São exemplos de virtudes, cuja base de cada uma de suas atitudes é o Amor. Sem o Amor, mesmo com todas as virtudes e com toda a disciplina, o guerreiro sucumbirá, porque terá sido derrotado por seu maior e mais perigoso inimigo: ele mesmo.

Por isso, o guerreiro deve manter-se sob controle, disciplinando e dirigindo sempre a sua personalidade. E, quando todos os valores são esquecidos, é necessário lembrá-los, e os símbolos são feitos para isso. Os heróis são esse símbolo, com suas vidas dedicadas ao bem e ao ideal.

Fonte: Instituto Internacional de Artes Marciais Filosófica Bodidharma

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