Visto na Internet num texto intitulado “Palavra do Presidente”, no site da CBKI, o comentário seguinte: “… Também foi discutida a grande quantidade de entidades sendo fundadas, tanto Federações quanto Confederações por todo o Brasil, isto está desgastando a imagem do Karatê e outras modalidades. O Ministério estudará nossas propostas para conceder outras bolsas no futuro, onde as entidades deverão ter um mínimo de tempo de fundação, prestação de contas registradas em cartório, tribunal de justiça desportiva e ter representantes legais em pelo menos 15 estados da união…”.

Valeu tal colocação, porém propriamente insuficiente para apontar as razões que fizeram e ainda fazem essa situação perdurar.

O presidente Osvaldo Messias parece descartar a hipótese ele ter sido um dos principais artesões da atual situação, mantendo se, como muitos outros fazem, presidente vitalício de uma entidade, sob a qual mantém um total  controle financeiro e político. Sem duvida a falta de verdadeira alternância no poder personifica a morte da democracia e a passagem para a oligarquia, e até, para a tirania…

Mas a amnésia dele não é mais preocupante que a arrogância com a qual é administrada a grande maioria das outras entidades brasileiras onde, há décadas, leis do Budo, vontade cultural e desportiva bem como fins não lucrativos foram metodicamente esquecidas em prol de interesses muito mais práticos e remunerador, enquanto atletas, durante o mesmo prazo, não se beneficiam de sequer ajuda de custo.  Se não fossem as bolsas atletas, porém ainda concedida sob critérios discricionários pelos presidentes dessas entidades onde não se admite oposição nenhuma, qual seriam a final as vantagens retrocedidas aos praticantes dessas modalidades?

O atual mundo marcial – isso não é uma exclusividade Brasileira apesar ter sido elevado nesse país até um alto padrão de picaretagem, de desonestidade e falta de valor moral – é infelizmente construído acima de valores e lemas evocados pela beleza filosófica e tão rapidamente esquecidos por conveniência ou interesses pessoal.

Então onde foi parar o Budo ?

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