Não da para entender essa tendência a sistematicamente considerar ofensa pessoal qualquer comentário sobre tal ou tal procedimento irregular de trabalho quando fala-se sobre a pletora de entidades associativa existindo hoje no Brasil. Pior! Insinuações que tais comentários seriam motivados pelo ciume, pela vontade de prejudicar ou pela conjugação de ambas as vontades deixam transparecer nitidamente a carência de argumentos e o despreparo de certas pessoas pretendendo empurrar para frente o imperativo legal para trabalhar na simples aparência da legalidade e na base do « vamos ver o que da assim »!

 

A verdade é que hoje no Brasil os poderes públicos não estão em condição, ou não tem a vontade, de fiscalizar o crescimento exponencial de entidades , essa carência deixando espaço livre para todos os abusos, bem como para a permanência de certos dirigentes as vezes corruptos ou querendo beneficiar-se da credulidade de outras pessoas mal informadas.

 

Reitero! Sublinhar carências organizacionais não significa querer impedir os outros de trabalhar. Não significa tampouco querer agitar pelo prazer de agitar. Significa sim o uso do privilegio feito a qualquer cidadão de ver a lei aplicada, e por tanto entender seus diretos respeitados.

Mas  é tão impregnado nas mentalidades o sentimento que tudo é possível sob qualquer condição e na mais pura impunidade que até as mais puras intenções não tem mais o automatismo de resolver as coisas de um jeito legal e moralmente correto. Consideramos portanto da responsabilidade cotidiana de cada um apontar sobre o certo ou o errado, nunca no intuito de impedir, mas sim com a vontade de ajudar, de proteger e servir.

Isso chama-se cidadania, ou seja, um direto inscrito na própria Constituição Federal e aberto a exercício de qualquer um que tenha como meta o crescimento da « res » publica!

Xavier Henri Baudequin

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