Publicamos aqui um comentario bastante interessante publicado no forum Karatê.net sobre as diferentes opções de treinar seus socos…

Nakayama, um especialista em Educação Física com um enorme conhecimento científico, buscava a melhor postura do tronco priorizando o livre giro do quadril sobre seu eixo, para uma fluidez precisa de golpes, preconizando a execução do Kihon longitudinalmente e muito junto a parede;
Okuda, fisicamente muito forte (um trator), exigia que no Kihon todo deslocamento e toda posição fossem grandes com o quadril extremamente baixo, mesmo que a velocidade final fosse comprometida, criando condições para golpes mais “fortes”;
Oishi, um karateca que  “arriscava a vida” em cada golpe, determinava no Kihon que os deslocamentos nas mais diversas posições fossem executados com variação de comprimento, curtos para muito longos, com a velocidade do golpe sendo mantida;
Isaka, fisicamente mais fraco e leve, sugeria que durante o Kihon, especialmente na posição Zenkutsu, o passo terminasse sempre com um pé à frente do outro, na busca de maior penetração dificultando a defesa do adversário;

Tanaka (Yasutaka), um grande pesquisador e observador, orientava para que durante o Kihon durante a execução dos socos, com ou sem deslocamento, houvesse uma pequena inclinação do tronco à frente, abandonando o posicionamento convencional dos pés (calcanhar fora do chão) e com excessiva flexão da perna da frente.

Takeuchi, um profundo conhecedor, exigia que houvesse um grande volume de repetições para segundo ele: “sair o soco”, (já comentei antes que, a parte inicial do treinamento era uma hora de Oi-zuki, numa intensidade física máxima, com pressão emocional supra máxima, durante 40 dias ininterruptos) e imediatamente após o mesmo golpe, decomposto em 2 fases, também com grande volume de execução.

Em minha opinião, somente graduados podem alternar o treinamento do Kihon convencional com o não convencional (similar aos exemplos acima) e sempre com maior ênfase para o convencional.”

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