Marishiten

Marishiten

 
 

 

 

No Budo moderno, a influencia do Budismo Zen bem como da religião Shinto ainda fica obvia. O karatê apresenta vários vínculos com o budismo. A palavra karatê é composta de dos ideogramas: kara (vide ) e te (mão) os quais são referência ao conceito filosófico do vazio, da vacuidade própria ao Budismo. O vazio pode ser pronunciado Mu ou Kara em japonês. Esse tema é capital para melhor entender certo aspeito psicológico da pratica nas artes marciais japonês, tal como os conceitos de muga (sem ego), munen muso (ausência de pensamento, emoções ou desejos) e mushin (mente livre).

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sabemos também que um culto budista com muito influenciação e orientações militar existiu na Asia desde o inicio do V seculo, o culto de Marishiten , culto popular dentro dos guerreiros, e ainda praticado por soldados, policias, praticantes de artes marciais clássico (koryu bujutsu) e ate lutadores de sumo.

 

Marishiten é o nome dado a uma deusa budista representada como a personificação de vários antepassados Hindu, e principalmente do deus Marici, considerado como ser sido filho de Brahma (Bonten 梵天).

 

Já que Marici significa « luz » ou « miragem », Marici foi considerado a deificação dos miragem e portanto do invisível ou de qualquer coisa difícil para ser enxergado e era por tanto evocado para qualquer pessoa querendo escapar do inimigo. Esse aspecto foi ressaltado no culto japonês dedicado a Marishiten onde passou a ser padroeira dos guerreiros. Mais tarde foi no entanto também considerada como a deusa da saúde e do bem estar dos comerciantes, sendo venerada simultaneamente com Daikokuten 大黒天 e Benzaiten 弁財天

 

Marishiten pode ter vários aspeitos e ter uma , trés, cinco ou seis rostros bem como pode ter vários braços, uma dos sues rostros podendo ser de um a porca dirigindo um veiculo puxado por 7 porcos…

Os poderes próprios a adoração desse deusa são significativo das qualidades psicológicas julgadas necessárias aos praticantes dos bujutsu da época.. Os atributos da deusa são os seguintes: invisibilidade, habilidade para enganar os inimigos, clareza mental, impassibilidade ou estabilidade emocional (fusohiri), ausência do ego (muga) e por fim compaixão. A palavra fudoshin, composta de fudo (estável) e de shi (espirito) pode portanto ser traduzida como « espirito estável ». Essas qualidades foram sem nenhuma dúvida essenciais para esse guerreiros senão é razoável pensar que eles teriam escolhido outros cultos ou divindades exaltando unicamente os valores de coragem e sucesso no combate. Assim tais deusas como Durgâ, Kâli (famosa por sua crueldade) ou Candî teriam tido popularidade maior que Marishiten o que não foi o caso.

 

Como interpretar essas qualidades? A invisibilidade pode fazer pensar à capacidade do combatente em esconder suas intenções enquanto movimentar ou o fato prevenir alguns sinais non verbais podendo ser interpretado pelo adversário para ele antecipar reação de defesa. Essa interpretação é plausível quando sabemos que no Japão medieval a invisibilidade não só era tampouco procurada mas pelo contrario era impedida pelo uso de cores, estândardes, armaduras bem visíveis ou pelo fato de lançar desafios. A impassibilidade ou Fudoshin (espirito estável) representa a capacidade de ficar calmo e eficiente na presencia de um perigo ou , em outras palavras não fugir frente à um perigo mortal, reação normal de qualquer ser vivo frente a tal situação. A intuição seria essa capacidade de antecipação , ou seja, de poder por uma reação eficiente sem ter pensada a mesma prealavelmente. Numa situação de luta não tem como pensar devido a rapidez de alguns golpes.. Num estudo efeituado pelo Professor Yoshio Kato da Universidade Takushoku de Tokyo ( Universidade Takudai) foi determinado que a velocidade media de um soco efeituado por um praticante de nível avançado do Karatê ( 4° dan) chega a 5.06 metros/por segunda (303 metros minutes , 18 216 metros horas ou seja quase 20 km hora !) Fica claro que para defender tal golpe não tenha tempo para pensar…

Por fim o « Não ser » ou a ausência de ego (muga) traduz se no guerreiro por uma falta de egoisme e de medo frente a morte bem como com despreocupação quanto ao fato de ganhar ou perder uma luta.

 

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