Numa carta escrita e assinada por ele em agosto de 2009, o Presidente da Federação Paraibana de Karatê, o Sr. Antônio Carlos da Costa Nascimento demostra mais uma vez certa visão incompleta ou errônea do dossiê que quer apresentar ao Ministro Brasileiro dos Esportes, o Ilmo. Sr.Orlando Silva de Jesus Junior.

 

Se nos, no Pernambuco conhecemos tal tipo de discurso já que estamos acostumado com nosso truculento e sempre cômico presidente estadual, importante no entanto é corrigir algumas declarações infundadas e também apoiar outras sugestões emitidas que poderiam com certo prazo corrigir sim o rumo inesperado que tomou o karatê brasileiro.

 

Pois precisamos lembrar ao presidente Antônio Carlos da Costa Nascimento que a lei não lhe permite de se auto proclamar possuidor do título de karatê oficial, a não ser talvez ( escrevi talvez pois até isso parece insustentável) utilizando o referido apelido como simples nome de fantasia, tal declaração deixando acreditar que qualquer outra federação legalmente constituída, documentada e reconhecida pelos poderes públicos brasileiros é entidade não oficial e portanto clandestina. Isso pode gerar processo e condenação por danos morais pelo prejuízo sofrido e pela confusão voluntariamente criada no entendimento do publico…

 

Se é verdade que por decisão do Comitê olímpico Brasileiro só uma entidade,a CBK, esta reconhecida como membro ativo do comité, permanece errado querer declarar que por esse único motivo outras entidades não são oficiais.

 

Non obstante o Presidente Antônio Carlos da Costa Nascimento afirmar cientificamente mas erroneamente o Karatê ser a arte marcial mais praticada ( sabemos o Taekwondo ser a modalidade com maior quantidade de filiados no mundo ), valiosa é seu pedido de uma melhor organização e administração da modalidade no pais, embora quase todas as entidades denunciadas por ele sendo há muito tempo legalmente reconhecidas pelos Ministérios dos Esportes e da Educação.

 

Mas como garantir a CBK ser pronta ou ter a capacidade técnica dessa missão, quando os fatos comprovam sua ineficiência organizacional e técnica bem como inexpressivos seus resultados ao nível internacional ( quando outras entidades mostram mais serviço) ? Como confiar numa organização que por um lado reclama-se de um regulamento nacional e internacional e simultaneamente não aplica os mesmos? Como justificar a tese que ficaria proibido aproximar-se de outra entidade «  não oficial » quando na realidade tal aproximações, dependendo da boa vontade de tal ou tal dirigente, são autorizadas? Como dar voto de confiança numa entidade que não faz nada para ajudar atletas, os mesmos sendo na obrigação de arcar com custos de passagens e de competições ( enquanto comitiva da confederação faz turismo no pais tal como durante os últimos campeonatos do mundo no Japão)? Como confiar numa entidade que nem tem diretoria oficial e cuja administração de alguns dirigentes esta atualmente analisada por tribunais do pais?

 

Interessante no entanto, e urgente, é a sugestão emitida no final dessa carta quando ressaltada a necessidade de impor curso de capacitação para professor de karatê como exigido em outros países. Isso sim parece um pré requisito indispensável para quem pretende trabalhar como profissional de educação física, a pesar da atual jurisprudência ter decidido do contrario, exonerando professor de artes marciais, de dança e de yôga da obrigatoriedade de registro aos CREF e portanto das referidas formações ou cursos necessários nesse sentido.

 

Mas com certeza o Ilmo. Sr. Orlando Silva de Jesus Junior já sabe o que pensar de tais declarações…

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