Já que é uma constante ser expulso da sala Orkut da CBK ( ver resposta do proprio Edgar ferraz na referida pagina ) quando apresentar opinião divergente ou questionamento sobre os métodos e regras escolhidas na administração do karatê   irei  responder aqui as perguntas direcionadas a mim pelo José Roberto a quem peço de entrada perdão pela minha pouca habilidade em usar da língua portuguesa escrita devida a minha formação incompleta na questão …

opinion edgar

A primeira resposta sobre as possíveis e mais obvias razões do fiasco da seleção Brasileira nos ultimos campeonatos do mundo no Marroco já escrevi: a falta de uma estrutura de ensino de alto nível no Brasil. Tem que ser bem claro que um atleta que se apresenta numa competição internacional bate de frente com seleções que tem a dispor centros de treinos, comissões técnicas, antigos campeões permanecendo em staff técnico, médicos nutricionista, psicólogos.. Isso é o preço a pagar quando quer resultados. Isso é o preço pago pela CBF para manter um conjunto de talento sempre acima do lote internacional. ( ora no caso do futebol o caso é ainda muito mais complexo devido ao fato os jogadores ser espalhado nos quatros cantos do mundo o que não é o caso para os karatekas…)

 

O que pode dizer a imprensa sobre o dinheiro no esporte amador é uma coisa. Mas a realidade é que dinheiro existe, circula, chega as federações e confederações sem nenhum controle nem prestações de conta. Quem pode justificar por exemplo  do valor exato das receitas arrecadadas pela CBK quanto a exame de faixas? Hoje, qual é a federação estadual que aceita divulgar esse numero? Como justificar do serio de certos financiamentos de programes sociais quando nos fatos o dinheiro não chega ate os principais interessados?

Precisa parar essa politica da avestruz que enfia a cabeça num buraco para não ver a realidade. Eis uma segunda resposta a questão inicial do José Roberto: quanto mais transparência na circulação do dinheiro, mais clareza nas falhas ou nos méritos da administração dos arrecadadores! Ora hoje não tem nenhuma transparência na administração do esportes amador, muitos achando o mesmo bem conveniente para também tirar vantagem disso…

 

Como portanto organizar centros de treinamentos, como achar treinador, como financiar? Bem ! A pesar de não acreditar ter eu que responder a tal pergunta, sugiro a o José Roberto tomar exemplo sob os modelos tendo sucesso e adaptar a realidade brasileira as estruturas e administrações nesses pais desenvolvidas, sendo obvia a necessidade de por em questão a modelo brasileiro, ou seja um modelo “coronialiste” e pouco preocupado pelos atletas mas sim pelo bem estar dos seus dirigentes.

 

Achei pessoalmente surrealista as explicações dadas no site do Orkut da CBK onde esta detalhado que também por causa de comida estragada ou de ultrapassagem de peso nenhuma colocação foi sucedida. Foram no entanto disputadas 4 semi finais. 4 para uma das delegações mais forte dentro de todas as presente?

Não tem nenhuma comissão técnica na CBK para fiscalizar isso? Não tem planejamento de trabalho? Ou seja, tem certeza que não tem falha, ou pior falta, na organização da própria Confederação?

Pois todo indica que a Confederação se comporta como orgão arrecadador de dinheiro tendo com única missão cuidar de regulamentação. Ora a missão da entidade superior tem que ser muito mais educativa. Cabe a ela desenvolver as estruturas necessárias. Cabe a ela verificar se os atletas convocados por ela tem os fundamentos da karatê e a condição física. Pois a final esss atletas são mandados pelas federações estaduais integrante da CBK. Estamos porem falando de seleção nacional. Se isso não compete, a confederação compete a quem? E se a confederação não cuida disso entao necessario é explicar a utilidade de tal entidade que recebe dinheiro mas não retrocede o mesmo para os atletas…

 

A sugestão do Presidente Edgar Ferraz sob a criação de uma Escola nacional de treinadores parece portanto excelente, mas duvido a medida suficiente caso continuar o modelo atual de administração, caso cada um não tomar suas responsabilidades. E entender que quando uma administração ou um modelo de pensar não tem resultado ele deve ou rapidamente corrigir seus erros… ou ser substituído e desaparecer.

 

PS: A ITKF existe sim na França como existe em toda a Europa… ou então durante recente viagem na França encontrei fantasmas e poltergeist?

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