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Francis Didier, presidente de FFKDA

Francis Didier, presidente de FFKDA

Uma entrevista de Francis Didier, presidente de Federação Francesa de Karatê, com perguntas e respostas reunidas por Ludovic Mauchien e Guy Sahri, extraido do texto publicado nesse mês na revista Karatê Bushido. Francis Didier foi campeão do mundo de karatê por equipe em 1972, campeão individual da Europa em 1973, treinador da seleção nacional frances em 1974, diretor tecnico da FFKDA em 1996, eleito presidente da FFKDA em 2001 e reeleito em 2005 e 2009

extrato:

A noticia foi oficial em Outubro: o karatê não foi selecionado para os jogos olímpicos de 2016 para o beneficio do Golfe e do rugby a sete. O senhor foi pego de surpresa?

Não ! Por um lado, porque O Sr. Bernard Lapasset, o excelente presidente da Federação internacional de rugby ( importante e ressaltar que ele é o único Francês presidente de uma entidade internacional) realizou um ótimo trabalho. Ele chamou a assessoria de Sebastian Coe ( para os Jogos de Londres de 2012) para concluir seu trabalho de lobbying? Jacques Rogge ( presidente do CIO) sendo rugbyman não vejo como o Rugby podia perder. Quanto ao golf, trouxe recursos financeiros muito grande. Não vejo como o CIO tinha condição de ignorar essa oferta. É verdade que o karatê chegou em terceira colocação mas não foi selecionado. Estou dizendo que desde já não devemos mais falar de karatê olímpico durante 40 anos. Precisamos parar esse tipo de discurso…

Em 2005, durante a sessão previa, o karatê chegou a liderar. O que aconteceu depois?

Em Singapura houveram dois votos para eliminar duas modalidades do programe olímpico. Foram o softball e o baseball. Houve então outro voto para conhecer as duas modalidades possíveis (sobre 5 e não 7 como esse ano). O karatê foi escolhido com o Squash. Então houve um terceiro voto para que essas duas modalidades integram o programe olímpico nos Jogos de 2012. Os 117 membros tinham que pronunciar se em favor na maioridade dos votos dos dois terços. Era impossível a atingir. Todas as etapa foram ultrapassadas fora a ultima. Os membros das federações talvez não quiseram dividir o bolo em 28 em vez de 26. Desde então o CIO mudou as regras. Não é mais a sessão quem vota mas sim os membros do comitê executivo. Então o que fez que o karatê só chegou no terceiro lugar? Quando você conhece um pouco o clima de lá, eu poderia dizer que o CIO parece o Vaticano. Sempre precisa esperar que saia a fumaça branca (risos). De qualquer modo a batalha olímpico tinha que ser vencido há 30 anos atrás….

Ler a integralidade da entrevista: http://www.bubishi.net/?p=1888

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