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O que dizer depois de uma tarde com Senseï Kanazawa que apos atingir 80 anos acabou P1020196talvez de dar seu ultimo seminário na Europa mas, sempre sorrindo e brincando apesar de um obvio cansaço ainda mais aceitou o desafio de uma sessão de fotos lembranças sem fim?

 

O que dizer ao contato desses 400 privilegiados de todas as graduações que marcaram presencia, dos juvenis até os mais altos graduados com faixas e cabelos tornando-se cada vez mais brancos?

 

O que dizer depois de ter passado uma tarde com outros praticantes de idades e estilos de karatê tão diferentes ( fiz par com um representante da Shitoryu depois com o David, ex atleta da seleção nacional francesa de karatê) mas sempre cientes de comungar nessa data histórica para nunca ser esquecida?

 

O que dizer sobre a simplicidade com a qual Senseï Kanazawa lembrou da importância do cerimonial, da cortesia, das saudações entre parceiros de treino mas também entre adversários, bem como do papel importantíssimo da respiração ate no estilo Shotokan ( o que não deixa de surpreender quem chega do Brasil onde esse ponto esta completamente esquecido) , ou da maneira com a qual ele frisa a necessidade de absorver a força e energia do adversário para devolve-la durante uma contra ataca?

 

P1020251E sobre essa kata « unusual »( pouco comum), Chinte, na suas próprias palavras, que graças a ele nos temos redescoberto e treinado , com toda a enfase e energia que ele mesmo provou?

 

Acho na realidade que tive a fantástica oportunidade de entender e aproximar um pouco do raro e do convincente, da força de um karatê das origens sem nada de inútil nem superflu, com toda simplicidade e esplendor, numa total fragilidade e terrível eficiência. É assim que só chega na mente uma palavra necessária e verdadeira para testemunhar ao Sensei Kanazawa toda minha gratidão. Alias a mesma palavre que ele mesmo pronunciou antes de retira-se numa impressionante salva de palma: oss… Sensei!

 

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