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Uma entrevista com  O PROF.DR. JOSÉ AUGUSTO MACIEL TORRES

Um dos grandes nichos do mercado editorial nos dias atuais estão nas artes marciais.Mas,infelizmente,existem poucas publicações editoriais voltadas diretamente para marcialidade em nosso pais.Em se tratando de artes marciais de maneira genérica,pois existem diversas revistas especializadas em jiu-jitsu e vale-tudo no mercado editorial,temos raras publicações voltadas para a marcialidade.Nesta entrevista o professor e escritor JOSÉ AUGUSTO MACIEL TORRES,que é o jornalista responsável pela Revista Fighter Magazine e autor de diversas revistas e livros relacionadas as artes marciais e as terapias orientais, nos fala sobre o mercado editorial marcial brasileiro.

 

Foto de josé Augusto-Como o senhor iniciou escrevendo sobre artes marciais?

 

-Tive meu início escrevendo na metade da década de 80 em jornais e revistas regionais na Bahia.Indo no final da década de 80 atuar como colaborador na revista Combat Sport,sediada em São Paulo,capital,que é até os dias atuais dirigida pelo Editor Arnaldo P.da Silva,passando desde esta época a escrever nacionalmente.Tanto que sou agradecido ao Editor Arnaldo P. da Silva pela grande oportunidade que ele me proporcionou.Logo depois no início da década de 90 passei a escrever para revista KIAI,dirigida pelo Editor Paulo Roberto Pinto de Souza,onde acabei sendo projetado mais ainda no mercado editorial marcial,pois lá fiquei durante quase dez anos.Além destas revistas escrevi para outras revistas marciais nacionais tais como:Brazil Sports,Impacto,Artes Marciais etc.Ainda no Inicio da década de noventa passei a escrever livros de artes marciais e terapias orientais para editoras sediadas em São Paulo,capital,dentre outras:Sampa,Evolução Editorial,Motivo Editorial,Pen Editorial,Editora Criaativa etc.Sendo estas obras(livros e revistas)vendidas em bancas de revistas de todo o Brasil.De algum tempo para cá passei a escrever para editora Escala e On Line.Estando escrevendo na revista Fighter Magazine desde 2004.

 

-O senhor também fez publicações regionais sobre artes marciais e terapias orientais?

 

Sim.Na cidade do Salvador,capital baiana,onde resido, fui editor do jornal Bahia Marcial,especializado em artes marciais,que circulou de 1996 até 2006.Editei ainda o jornal Consciência Cósmica especializado em terapias orientais e fui diretor durante 15 anos da Editora Kiai na qual editou diversas obras,inclusive as da minha autoria,tais como o Pequeno Dicionário das Artes Marciais,em segunda Edição,pois a primeira edição deste dicionário foi publicado pela Editora Sampa,sediada em São Paulo,com distribuição nacional.Além disso fui diretor e editor na capital baiana de um jornal intitulado de Impacto,no qual tratava sobre assuntos diversos.Atuei como Colaborador sobre os temas relacionados as artes marciais em grande jornais regionais na Bahia, tais como o Bahia Hoje,já extinto,e o Jornal A Tarde,o maior jornal da Bahia.Fui apresentador e produtor de um programa de rádio sobre artes marciais,durante os anos de 1995 a 1997,realizado na radio Cultura AM, cujo título era:Conversando sobre Artes Marciais.Este programa de rádio tinha algumas características que o marcou na Bahia.Além de ser o pioneiro sobre o tema marcial neste estado havia a participação, ao vivo, diretamente dos Estados Unidos,pelo telefone,do André Alex Lima,passando notícias sobre as novidades das artes marciais nos USA.Fui editor da revista Filosofia Marcial em 1997,também na minha terra natal.

 

-Nos fale sobre os seus trabalhos editoriais

 

.-Tenho mais de 50 obras,entre livros e revistas,publicados por editoras diversas.Sou autor de diversos artigos publicados em revistas e jornais relacionados as artes marciais e terapias orientais.Recentemente fiz para a Coleção Artes Marciais da editora On Line,já tendo sido publicados,livros sobre kung fu,karate,capoeira e nesta mesma coleção fiz o prefácio dos livros sobre Brazilian Jiu-Jitsu,da autoria do Mauricio Robbe,e do sobre Kickboxing,cujo autor é o Carlos Silva,que reside atualmente nos USA.Também atuei na feitura da biografa da revista pôster do Bruce Lee,editado pela editora Escala,que tem tido uma boa vendagem nacional.Acabei de escrever para editora Escala uma obra sobre karate,outra sobre Wing Chun,com participação especial de Li Hon Ki,e um livro sobre Bruce Lee e as artes marciais.Escrevi em parceria com o Mestre Hong Soon Kang e Fabio Bueno um livro sobre hapkido e estou na edição de um cd sobre Bruce Lee e o Kung.Estou ainda trabalhando desde 2007,juntamente com o Ramiro Oliveira,na pesquisa para um livro comentando sobre a história das artes marciais na Bahia.Juntamente com o Mestre Simões escrevo uma obra sobre o contexto histórico do hapkido,com ênfase na Bahia,que em breve vai ser lançada.

 

-O senhor tem um projeto editorial envolvendo os mestres de artes marciais do Brasil.Nos fale sobre isso?

 

Este ano(2009),eu e o Fabio Amador Bueno, lançamos um livro cujo título é OS GRANDES MESTRES.Nesta obra colocamos vários mestres de artes marciais do Brasil com fotos e biografias.Objetivando apresentar ao público marcial os trabalhos de diversos mestres de artes marciais que tem colaborado com o desenvolvimento marcial em nosso pais.Isto vai servir para eternizar na história marcial nacional muitas pessoas que jamais podem ser esquecidas.Como sei que somos um povo que tem história ,mas não tem memória,fizemos esta obra para ativar a memória dos muitos esquecidos que existem por ai afora dentro da marcialidade.Mais informações para os interessados em sair nos GRANDES MESTRES acessem o site:www.grandesmestresmarciais .com.br .Todos os anos iremos publicar esta obra atualizada com as participações de mais mestres marciais.

 

 

 

-O senhor teve forte participação para que vários mestres de artes marciais passassem a colaborar na revista Fighter Magazine.Isto é verdade?

 

Sim.Isto é verdade.Ajudei muito para que grandes mestres tivessem condições de colaborarem na revista Fighter Magazine.Entre outros por meu intermédio foram para Fighter Magazine:Carlos Silva(USA),Serge Baubil(Canadá),Felix Serrano(Espanha),Filipe Silva(Portugal),Dayverson Wagner da ISA-Brasil,Erasmo Carlos da ABRAPAM,Ricardo Nakayama do SOTAI,Athagil Ferreira Filho,Banni Cavalcanti,Alexandre Gomes,Mestre Hong Soon Kang,Mauricio Robbe,Reinaldo Leonardi(Sereno) entre outros.Inclusive tive atuações de forma direta para que alguns mestres pudessem sair nas capas da revista Fighter Magazine,tais como:Mauricio Robbe,Carlos Silva(USA),Mestre Kang,do hapkido olímpico, Alexandre Gomes,entre outros.Acho que isto somente fez engrandecer esta publicação especializada em artes marciais e o público que a ler somente teve a ganhar com isso.

 

-Como o senhor observa o mercado editorial marcial brasileiro?

 

Eu acredito muito no mercado editorial marcial.Temos figuras marcantes,que fizeram ou fazem história na escrita marcial.Um deles é o Marco Natali que durante as décadas de 70 e 80 abrilhantou a literatura marcial com seus escritos.Outro ícone da literatura marcial em nosso pais é o Wagner Bull,que ao meu entender é um dos grandes escritores sobre temas marciais,com ênfase no aikido e na filosofia marcial.Tanto que recentemente o Mestre Wagner Bull, de forma inédita no Brasil, recebeu a titulação como SHIRAN.Dentre outros feitos acredito que este título teve muita ajuda pela sua notoriedade como escritor de aikido no Brasil.Pois é sabido por todos os marcialistas que o Mestre Wagner Bull é uma figura impar em termos de serviços prestados as artes marciais como escritor. Cito somente estes ,mas sou sabedor de que existe muita gente boa neste mercado editorial.Inclusive muitos bons escritores, por falta de oportunidades,não tem seus escritos publicados.

Por isso acho que se for bem trabalhado e profissionalizado o mercado editorial das artes marciais teremos muitas vitórias intelectuais e econômicas.Pois a artes marciais tem muitos adeptos e simpatizantes.Muitas pessoas tem preguiça de treinar artes marciais, mas gosta de ler e ver fotografias marciais.Tanto que basta adentramos na Internet em sites e orkuts que será facilmente confirmado o que acabo de dizer.

 

-Atualmente o senhor tem se destacado como um dos grandes divulgadores do hapkido e das artes marciais coreanas afins.Como o senhor explica isso, pois a sua origem marcial vem karate e das artes marciais japonesas?

 

Na verdade iniciei no karate,estilo shotokan em 1978,na cidade de Itapetinga,no interior da Bahia,e desde então me apaixonei pelas artes marciais,incluindo a pesquisa marcial.De forma auto-didata passei desde então a pesquisar e estudar sobre os conteúdos teóricos das diversas artes marciais,orientais e ocidentais.Levando-me a nos dias atuais possuir uma biblioteca monstruosa sobre artes marciais e terapias orientais,bem como os temas afins.Minha participação dentro do karate me permitiu ser dirigente de entidades marciais tais como a Confederação Brasileira de Karate de Semi-Contato,na qual sou também o seu fundador,ao lado do Catarino Oliveira e do Nelson Daltro,ambos da Bahia.Tenho boa aceitabilidade dentro do karate como gestor marcial e escritor.Porém no hapkido obtive uma grande aceitabilidade dos meus escritos marciais.Sou amigo dos principais mestres nacionais de hapkido e possuo os seus respeitos.Treino hapkido com o Mestre Miguel Santos,quinto dan do hapkido olímpico, e sei dos seus valores aplicáveis em se tratando de defesa pessoal.Participei,devido a abertura mental do editor Fabio Bueno,da colocação de muitas figuras impares do hapkido e da defesa pessoal na revista Fighter Magazine.Tenho até uma participação histórica no hapkido do Brasil.Pois o primeiro livro sobre hapkido,com distribuição nacional,escrito pelo Mestre Reinaldo Leonardi,o Sereno,editado pela Editora On Line,teve uma participação minha interessante.Este livro inicialmente seria escrito pelo Mestre Cláudio Xavier da Bahia,que é meu amigo e foi meu professor de hapkido.Porém o Mestre Xavier ficou doente.Levando-me a solicitar ao Mestre Sereno que fizesse o dito livro sobre hapkido.Inclusive apresentei o Mestre Sereno ao editor desta obra pioneira do hapkido no Brasil.Obras sobre hapkido,principalmente pelo fato de existirem raríssimas revistas e livros sobre esta arte marcial coreana no mercado editorial brasileiro,tem uma boa procura dos leitores marciais em nosso pais.

Também recentemente assumi a presidência da Federação Interestilos de Taekwondo da Bahia.Entidade fundada pelo Grão-Mestre Atila Torres,meu amigo pessoal,e estamos filiados a Liga Nacional de Taekwondo,possuindo já muitos filiados e adeptos em todo o estado baiano.

 

-O senhor gosta muita das técnicas de defesa pessoal?

 

-Sim.Esta é mais outra verdade.Acredito que a defesa pessoal é um dos grandes segmentos da marcialidade na atualidade.Inclusive no âmbito profissional,porque possibilita aos marcialistas uma grande abertura no mercado de trabalho,pois existem muitas escolas de vigilância e segurança,além de escolas militares,que tem a obrigatoriedade nos seus curriculuns das técnicas de defesa pessoal.Onde os marcialistas podem atuar como docentes.Como também existe um grande mercado editorial aberto para o segmento da defesa pessoal.Pois livros e revistas sobre defesa pessoal são muito bem aceitos pelo publico marcial e leigo em geral.Com esta onda de violência as pessoas estão procurando mecanismo de defesa pessoal segmentados e existem atualmente métodos de defesa pessoal direcionados para o publico leigo,tais como o SOTAI,do Ricardo Nakayama, ou como da ABRAPAM,com o Erasmo Carlos,ambos meus amigos e que profissionalmente admiro muito.Sendo que em Brasília tem tido um grande trabalho com a defesa pessoal feita pelo,meu amigo,Banni Cavalcanti.Em Pernambuco a defesa pessoal(Goshin-Jitsu) cresce com o trabalho impar do Mestre Kawamura e na Bahia destaco o trabalho do Goshin-Jitsu feito pelos Mestres Valdomiro,Paulo Pinho e Ednelson.Inclusive já existe uma Confederação de Goshin-Jitsu e Defesa Pessoal do Brasil,que esta em fase de registro em cartório,onde sou o Presidente e o Banni Cavalcanti o Vice-Presidente.

 

 

 

 

-O que o senhor gostaria de dizer para os nossos leitores com o objetivo de finalizar?

 

Solicito a todos os leitores marciais pelo Brasil afora que incentivem os diversos sites sobre artes marciais que existem em nosso pais.Além disso que ajudem,no que puderem,para divulgar as poucas revistas e demais obras relacionadas as artes marciais.Possibilitando assim a evolução,cada vez mais, do mercado editorial marcial brasileiro.

Fiquem todos com DEUS.

 

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