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oizukiEm regra geral, quando efetuamos um oi zuki, a coluna vertebral deve parecer um verdadeiro tronco de arvore. Ou seja, todos os movimentos do quadril devem repercuta-se até os ombros e devemos preservar a solidez das costas que cria uma ligação entre o quadril e os ombros.

Essa maneira de agir é também a melhor maneira de proteger as costas. Forças enormes são transmitidas do quadril para os ombros e as costas devem poder servir de ligação sem risco de ferimento. Contraindo as costas já no inicio do movimento, elas estão poupadas de qualquer movimento inútil e toda a energia do Hara (barriga) se transmite diretamente para o braço sem acréscimo de qualquer outra força adicional. A energia do Hara vai “surfar” sobre as costas para seguir para frente.

Juntando os galhos da arvore (cinto escapular) com as raízes ( cinto pubiano), as costas se comportam tal como um tronco maciço de arvore.

Porém, uma vez dominada a técnica de oi zuki, não podermos pensar em liberar a coluna vertebral dessa tensão e usar a potencia dos músculos do tronco (abdominais, costas) de maneira mais dinâmica, e menos estatística, de tal modo a complementar nossa técnica?  Essa sugestão, todavia, não e aconselhada par iniciantes ou crianças em fase de crescimento. Para as segundas podem favorecer aparição de escoliose. Para os primeiros deve ser controlada para não soltar completamente a coluna pois a força gerada pelos deslocamento pode gerar movimento alem da amplitude normal da coluna vertebral.

Nossa coluna esta sustentada por vários músculos que multiplicam os ângulos de inclinação. Vamos utilizar a potencia e a flexibilidade da nossa coluna para dinamizar nossa técnica de oi zuki

Devemos parar de perceber nossas costas feito um tronco ou uma tabua transmitindo cada movimento do quadril para os ombros e vê as feito uma mola. Imaginando que executamos Oi Zuki porem segurando a mola para libera-a no último instante. Assim a mola terá um efeito de chicote que  exploraremos…

Efetuamos Oi-Zuki com o corpo mais relaxado. No momento da movimentação, após o primeiro impulso, a parte baixa do corpo tem um leve tempo adiantado sobre a parte superior. Isso não significa que devemos intencionalmente atrasar a parte superior do corpo ou recuar a mesma. Esse atraso é natural e sutil. A parte alta do corpo é também projetada para frente mas sendo mais relaxada  a porção intermediaria  (abdominais, costas), anotamos um leve atraso. Durante a conclusão do Tsuki, a energia explosiva do Hara se propaga de baixa por alto com um tipo de ondulação como se fossemos querendo chicotar com a parte superior do corpo. Encerramos com uma contração na altura da coluna e dos abdominais (grande direito). As costas viram de novo um bloco compacto.

Vamos imaginar agora que efetuamos Oi Zuki porem segurando  a mola na altura do ombro que liberamos no ultimo momento. Dessa vez a mola vai ter um movimento de mola que também vamos explorar. coluna

Ainda efetuamos, portanto Oi-Zuki  com o corpo  relativamente relaxado. Dessa vez durante o deslocamento, a parte superior do corpo não permanece em atraso sobre a parte baixa do corpo, porem, assim que o quadril báscula para frente, a rotação dos ombros pegue um leve atraso sobre o resto do corpo. Atenção! A linha de ombro não deve girar no outro sentido. Ela movimenta se no mesmo sentido porem com um leve tempo de atraso que autorizará uma leve torção na altura das vértebras dorsais. ( não se deve exagerar essa torção puxando no ombro por trás).

Assim como o movimento chicoteado, durante a fase final, a energia vai se transmitir de baixo para alto com uma ondulação em espiral que progressivamente vai restabelecer  a linha dos ombros sobre a linha do quadril. Essa “recuperação”dos ombros sobre o quadril vai aumentar certa potencia na rotação do corpo (utilização dos oblíquos) durante a realização do oi zuki

Obviamente, precisa sincronizar o kime com o realinhamento dos ombros com o quadril para que a força da rotação em espirale esteja no prolongamento da força gerada pelas pernas e pela rotação do quadril.

E lembrar imediatamente de relaxar o corpo (o espírito fica ele num estado permanente de zenshin, o estado de alerta) assim executada a técnica….

(também ler no Bubishi: “qual e a melhor forma de treinar seu soco” http://bubishi2010.wordpress.com/2010/04/16/qual-a-melhor-forma-de-treinar-o-soco-no-karate/)

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